Tudo Passa - GROSSMAN, VASSÍLI
- ISBN: 9789722051750
- Edição: 2013
- Editora: DOM QUIXOTE
- Autor: GROSSMAN, VASSÍLI
- Páginas: 240
- Dimensões: 236 x 20 x 157
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Tudo Passa é o testemunho final de Vassili Grossman, romance inacabado, cuja revisão ocupou os seus últimos dias. Ivan Grigórievitch tem vivido num Gulag nos últimos trinta anos. Posto em liberdade após a morte de Stálin, descobre que os anos de terror impuseram uma escravidão moral coletiva. Ivan terá então de esforçar-se por encontrar o seu lugar num mundo que lhe é estranho. Mas, num romance que procura abordar acontecimentos trágicos da União Soviética, a história de Ivan é apenas uma entre muitas. Assim, conhecemos também o primo de Ivan, Nikolai, um cientista que nunca deixou a sua consciência interferir na sua carreira, Pinéguin, o informador que levou a que Ivan fosse enviado para o campo de trabalhos forçados, e ainda uma série de outros informadores, cada qual com uma desculpa para os seus indesculpáveis feitos. E, no centro do romance, encontramos a história de Anna Serguéevna, amante de Ivan, que nos conta o seu envolvimento como ativista no terror que foi a Grande Fome da Ucrânia - uma ação deliberada de extermínio, desencadeada pelo regime soviético, que levou à morte de milhões de camponeses. Tudo Passa é um romance insuportavelmente lúcido sobre o sofrimento humano, de um dos gigantes da literatura do século xx. Tudo Passa integrou a seleção dos melhores livros de 2013 dos jornais Expresso e Público. nasceu em 1905, na Ucrânia (em Berditchev, terra judaica, onde a sua própria mãe foi vítima do extermínio de judeus pelos nazis, em 1941-1942), e foi viver para Moscovo ainda jovem. Nos anos 1930 formou-se em engenharia química (como Primo Levi) mas começou a dedicar-se exclusivamente à escrita desde essa altura. Em 1941, tornou-se correspondente do Estrela Vermelha, jornal do Exército Vermelho, fazendo reportagens sobre a defesa de Stalinegrado, a queda de Berlim e as consequências do Holocausto. , a sua obra-prima, foi um livro considerado tão perigoso na União Soviética que não só o manuscrito como também as fitas com que foi digitado foram confiscados pelo KGB, permanecendo desaparecido durante vinte anos. Grossman morreu em 1964, em Moscovo.

