Livraria RealEstudo

A Imprensa de Moçambique

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«Em 1962, ocorreram quase simultaneamente dois acontecimentos para mim importantes: entrei, juntamente com a minha mulher, para os quadros do Instituto de Investigação Científica de Moçambique, onde tive como primeira tarefa dirigir a catalogação de todos os periódicos existentes nas muitas e ricas bibliotecas de então cidade de Lourenço Marques, e ajudei, como planificador, fundador, e integrante do pequeno grupo que o manteve independente durante seis meses, a criar um jornal pioneiro e quase inacreditável no regime que então Portugal vivia, A tribuna. Neste mergulho no mundo mais profundo do papel impresso em Moçambique, tive imediatamente a percepção de quanto esse mundo havia sido rico e logo desde aquele recuado ano de 1854 em que a Colónia teve pela primeira vez prelo e gazeta. Rico, é evidentemente, de história, quer dizer, de coisas muito belas ou apenas muito curiosas e de grandes ou, não poucas vezes, grandecíssimas patifarias. Daí a querer-lhe estudar a história, não só por curiosidade e vício, más também para a contar, foi o nascer quase instantâneo de um entusiasmo, de um interesse, que hoje aqui venho mais uma vez prosseguir. Gostaria de salientar que a história da presença de Portugal naquele território que procura hoje ser uma nação chamada Moçambique, naquele período a que, com alguma verdade, se pode passar a chamar de colonial, só poderá ser escrita se se lhe estudarem, com isenção e rigor, duas histórias: a da sua imprensa e a da sua Maçonaria» Ilídio Rocha